segunda-feira, 30 de julho de 2007

Benefícios da Gelatina...








Ela faz jus à fama de doce número um para quem está de dieta. É a sobremesa menos calórica, mais prática, versátil e fácil de fazer que existe. Ainda é ótima para a saúde e a beleza, pois fortalece os ossos e os tecidos do corpo todo.

Imagine um alimento muito saudável e pouco calórico, que reduz os níveis de colesterol no sangue, controla a glicemia, fortalece os ossos e os tecidos do corpo todo. E mais: colabora para a manutenção da juventude, deixando cabelo, unhas e pele mais bonitos. Sim, ele existe! Estamos falando da gelatina, alimento composto praticamente de aminoácidos, que ajudam na síntese e na renovação do colágeno.
“Dos aminoácidos essenciais para o organismo, dez precisam ser adquiridos através da alimentação, porque o nosso metabolismo não consegue sintetizálos. Só a gelatina possui nove tipos deles, faltando apenas o triptofano (precursor da serotonina), neurotransmissor que nos deixa feliz”, avisa a nutróloga Daniela Hueb, de Bauru, SP.



É boa para a saúde


*Como principal fonte de colágeno – substância que tem como função impedir a deformação dos tecidos que fazem parte da estrutura de ossos, pele, cartilagens e tendões –, a gelatina desempenha importante papel na prevenção e no tratamento de doenças, como artrose e osteoporose. Também é bastante utilizada na recuperação de pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos, pois é um excelente agente cicatrizante.
Os atletas colocam nas suas dietas a maior quantidade possível desse ingrediente, buscando prevenir lesões e esculpir a musculatura. “Ela não é boa apenas para conseguir bíceps e glúteos sarados, mas principalmente para fortalecer a musculatura do coração. O músculo cardíaco sadio e com ótima força de bombeamento sangüíneo soma mais e mais pontos para a saúde”, avisa Daniela Hueb.



Maior saciedade




Um dos benefícios dessa delícia e que faz a mulherada ficar louca por ela é que, além de ser isenta de gordura, sua versão diet tem apenas sete calorias por 100 g. “A versão normal fornece 380 calorias, obtidas praticamente dos carboidratos. A diet é isenta desse nutriente”, diz Cristiane Ruiz Durante, nutricionista, da Academia Triathon, de São Paulo.
Se você está de regime opte sempre pela versão sem açúcar. Outra vantagem dessa delícia é a sua indicação com sucesso nos programas de emagrecimento para espantar a fome. “Depois de preparada, ela possui grande quantidade de água e forma um gel, que retarda o esvaziamento do estômago, deixando a pessoa hidratada e saciada por mais tempo. Ela ainda dificulta a absorção dos carboidratos e das gorduras pelo estômago e intestinos”, explica Daniela Hueb.


Pele mais firme




Você já deve ter ouvido falar que, quando envelhecemos ou emagrecemos, nossa pele vai perdendo elasticidade e firmeza, ou seja, colágeno. Isso significa dizer que, com os níveis dessa substância em dia, a pele adquire mais firmeza, fica bem hidratada e sem rugas. Com uma dieta rica em proteínas, atividade física e pouca exposição solar é possível obter bons resultados na saúde e na beleza. Mas a nutróloga Daniela Hueb adverte: “Comer gelatina todo dia é muito importante. Mas não basta consumir grande quantidade desse alimento sem mudar o estilo de vida precário”.





A gelatina forma um gel termo-reversível, isto é, ela pode ser convertida para a forma sólida e depois para a líquida, por meio de aquecimento. Por essa facilidade é um produto de ligação ideal para fazer sobremesas, gomas, marshmallows, caramelos, iogurtes, musses... Vale (e muito!) a pena acrescentar esse ingrediente nas suas receitas, para ganhar mais saúde e beleza. O ideal é ingerir dois potes por dia ou bater no liqüidificador uma colher de sopa de gelatina em pó com um pote de iogurte. Pronto, sua manutenção de colágeno está garantida!


Consumo em cápsulas




Você também pode encontrar a gelatina em forma de cápsulas em farmácias especializadas. Elas apresentam as mesmas vantagens da versão em pó, porém as encapsuladas são mais eficientes para a formação de colágeno, isso por causa de sua pureza e sua não adição de corantes. Já as do tipo em pó são absorvidas em mais velocidade pelo organismo. Outra desvantagem das cápsulas é que para se obter 10 g (dose mínima diária) é necessário o consumo de 20 delas, enquanto a mesma quantidade é obtida em apenas uma colher de sobremesa de gelatina em pó. “Vale lembrar que a ingestão desse tipo de suplemento deve ser feita por um profissional da área, pois a dose pode variar de acordo com a necessidade de cada organismo”, finaliza a nutricionista.




fonte: site da revista Dieta Já

domingo, 29 de julho de 2007

Calêndula...


CALÊNDULA (Calendula officinalis)
Indicações: cicatrizante e antisséptico (uso externo). Sudorífico, analgésico, colagogo, antinflamatório, antiviral, antiemético, vasodilatador e tonificante da pele (contra acne).
Parte usada: flores e folhas.
Preparo e dosagem
Pomada e tintura (uso externo): feitos com folhas e flores, usar sobre as partes afetadas 3 a 4 vezes por dia. A tintura, diluída com água destilada ou fervida, pode ser aplicada diretamente em ferimentos diversos, exercendo excelente ação cicatrizante, utiliza-se 1 a 2 partes de água para 1 de tintura.
Infusão: 2 colheres de sopa de flores em 1/2 l d'água (emanagogo) ou 2 colheres de sopa de flores em 1 xíc. de chá de água (contra acne). No primeiro caso toma-se 1 xíc. de chá antes de cada refeição principal, começando 8 dias antes da menstruação e no segundo caso toma-se 1/2 xíc. de chá de manhã e 1/2 xíc. à noite.
Cataplasma: folhas e flores tenras, socadas e empastadas, são aplicadas sobre ferimentos, sobre um pano limpo.



Cosmética com a Calêndula
Uma receita perfumada:Loção para tonificar a pele limpar os porosColoque de molho 30g de flores secas de calêndula em meio litro água fervente, retirada do fogo. Deixe em infusão por 20 minutos. Coe e coloque em um vidro com tampa. Use para limpar a pele, de preferência pela manhã.
Loção de Beleza
1 xícara de flores frescas misturadas em 2 xícaras de leite morno. Deixar esfriar, coar, e conservar em geladeira até o uso. Aplicar na pele previamente lavada com vinagre de maçã.

Índice Alfabético Resumido

Aqui, resume-se o uso das Ervas e Plantas Medicinais...

INDICE
A

ABACATEIRO Diurética, Cálculos Renais, Fígado, Rins e Bexiga.
ABUTUA: COCULOS Cálculos Renais, Cólicas Uterinas e Fígado.
AÇAFRÃO Ajuda a purificar o sangue, controla resfriados e alivia hemorróidas.
AGONIADA Inflamação do Útero, Ovários e Menstruaç ões Difíceis.
ALCAÇUZ Bronquite, Tosse, Laringite e Ronquidão.
ALCACHOFRA Diminui o Colesterol, Digestivo e Hepático.
ALECRIM Estimulante, Circulatório, Tônico Capilar e Inalaç ão.
ALECRIM DO CAMPO Tônico, Vias Respiratórias e Banhos Relaxantes.
ALFAFA Baixa Colesterol, Osteoporose, Raquitismo e Relaxante.
ALFAVACA Rins, Prisão de Ventre, Alfas, Bronquites e Gripes Fortes.
ALFAZEMA Calmante, Asma, Renite e Analgésica nas Dores.
ALGODOEIRO Hemorragia Uterina, Regras Profusas e Reumatismo.
ALHO É usado no tratamento dos sistemas: digestivo, respiratório, nervoso, circulatório (purifica o sangue e reduz o colesterol) e reprodutivo. É um poderoso afrodisíaco, estimulante e desintoxicante. Por ser bom para aumentar a produção do sêmem, é estimulante e tem um efeito sobre o sistema reprodutivo, não sendo aconselhável para praticantes de yoga.
AMOR DO CAMPO Afecções das Vias Urinárias, Rins e Prostatite.
AMEIXA (FOLHAS) Prisão de Ventre, Laxativo Médio e Azia.
ANGÉLICA Cólica, Gases, Digestiva, Nevralgias e Enxaqueca.
ANGICO Diarréia, Disenteria, Gripes. Externo: Lavagens e Gargarejos.
ANIS ESTRELADO Relaxante, Insônia e Gases (Infantil e Adulto).
ANISE OU DILL Estimulam o apetite, ajudam na digestão e recomenda-se para as lactantes por ter propriedade de aumentar a produção do leite.
APERTA RUÃO Mau Hálito, Fígado, Diarréia e Hemorragias.
AQUILEIA (MIL FOLHAS) Analgésica, Febrifurga e Bactericida.
ARNICA Anti-Inflamatória, Reumatismo, Artrite, Artrose e Dores.
ARUEIRA Diurética, Ciática. Externo: Furúnculos, Confusões e Icterícia.
ARRUDA Amenorréia. Externo: Varizes Flebites, Abcessos e Erisipela.
ARTEMISIA Nevralgia, Cólica Menstrual, Vermes e Circulatória.
ASSA PEIXE Expectorante, Tosse, Resfriados, Diurético e Cicatrizes.
ASSA FÉTIDA Poderoso agente digestivo, que limpa a flora intestinal destruindo vermes.
AVENCA Afecções Catarrais, Bronquite, Tosse e Laringite.

B
BÁLSAMO Incontinência Urinária, Expectorante. Externo: Afecções da Pele.
BAN CHÁ Desintoxicante, Digestivo, Colesterol e Emagrecedor.
BARBATIMÃO Gastrite, Úlceras. Externo:Cicatrizes e Lavagem Íntima. Não utilizar quando gestante, devido seu processo abortivo.
BARDANA Desintoxicante, Depurativo, Cicatrizante e Colesterol.
BATATA DE PURGA Laxativo Energético e Depurativo.
BETULA Gota, Colesterol, Triglicérides, Ácido Úrico e Dores.
BOLDO DO CHILE Hepatoprotetor, Fígado, Pâncreas e Vesícula.
BUCHINHA DO NORTE É uma erva perigosa, não é aconselhável sua utilizaç ão em nenhum caso. Abortiva
BUGRE CONGONHA Ácido Úrico, Gota, Depurativo e Emagrecedor.

C
CABREÚVA Diabetes, Reumatismo, Coluna, Gota e Contusões.
CACTOS Cardiotônico, Contra Palpitações e Síndromes Cardíacas.
CAJUREIRO Diabetes, Colesterol, Triglicérides e Depurativo.
CALÊNDULA Cicatrizante, Calos, Verrugas, Frieiras e Manchas.
CAMBARÁ Expectorantes, Balsâmico, Tosse e Gripes.
CAMBUÍ Anti-Emorrágico, é usado nas vias respiratórias.
CAMOMILA Estomacal, nas Cólicas das Crianças e Enxaquecas.
CANA DO BREJO Diurético, Anti- Inflamatório, Cistite e Próstata.
CANELA EM PAU Regula a circulação sangüínea, atividades do aparelho digestivo, respiratório e dos rins. Usado em tratamento de dor de dentes, tensão muscular, dores de garganta, sinusite, laringite, etc... é bom expectorante, analgésico e desintoxicante.
CAPIM CIDRÃO (ERVA CIDREIRA) Trata Insônia, Agonia e Palpitaçães.
CAPIM ROSÁRIO Depurativo das Vias Urinárias.
CARAPIRA Afrodisíaco e Irregularidade do Fluxo Menstrual.
CARDAMOMO Estimula a mente e o coração, dando claridade de visão e uma disposição alegre. Regula a quantidade de ácido no estômago e ajuda para vômitos e tosse. Desintoxica a cafeína no café e chá.
CARDO SANTO Febrífugo, Coqueluche, Asma, Bronquite e Estomacal.
CARQUEJA DOCE Hemaprotetora, Digestiva, Diurética e Emagrecedora.
CARQUEJA AMARGA Depurativa, Emagrecedora, Colesterol e Diabetes.
CARRAPICHO Dores Lombares, Males da Bexiga e Rins.
CAROBINHA Depurativa, Anti-Alérgica, Disenteria e Prostatite.
CARVALHO CASCA Depurativo, Cicatrizante e Uso Interno e Externo.
CASCARA SAGRADA Laxativo, Emagrecedora, trata a Bíles e o Baço.
CASCA D’ANTA-ABÓBORA Anemia, Fraqueza Digestiva e Vômitos.
CASCA DE IMBURANA Balsâmica das Vias Respiratórias e Colites.
CASCA DE LARANJA Relaxante, Digestiva e Aromática.
CASTANHA DA ÍNDIA Má Circulação, Flebite, Hemorróidas e Varizes.
CATINGA DE MULATA Artrite, Artrose, Gota. Externo: Psoríase e Piolhos.
CATINGUEIRA Depurativo, Afrodisíaco. Externo: Eczema, Impingem e Erisipela.
CATUABA Energético, Falta de Memória e Afrodisíaco.
CAVALINHA Diurético, Ácido Úrico, Circulação, Hipertensão e Rins.
CEDRO Febre Alta, Disenterias e Fraqueza Orgânica.
CENTAUREA(FEL DA TERRA) Inapetência, Estômago, Febre Alta e Hepatite.
CENTELLA ASIÁTICA Celulite, Gordura Localizada e Circulatória.
CHÁ PRETO Estimulante, Digestivo e Tônico.
CHÁPEU DE COURO Depurativo, Colesterol, Diabetes, Gota e Ácido Úrico.
CHÁPEU DE NAPOLEÃO (AGUAÍ) Semente Energética. Uso Externo Comprovado.
CINCO PLANTAS Espécies Diuréticas.
CIPESTRE Disenteria, Corrimento. Externo: Feridas, Úlceras e Verrugas.
CIPÓ AZOUGUE Depurativo, Eczemas, Feridas, Furúnculos e Herpes.
CIPÓ CABELUDO Cistite, Nefrite, Uretrite, Não elimina a Albumina.
CIPÓ CABOCLO Orquite, Hemorróidas, Flebites e Erisipela.
CIPÓ CRAVO Estomacal, Gastrite, Azia e Gases.
CIPÓ CRUZ Reumatismo, Diabetes, Ácido e Inchaço.
CIPÓ CRUZEIRO Reumatismo, Artrose, Coluna e Tendinite.
CIPÓ PRATA Areias e Cálculos de Rins e Bexigas, Dores.
CIPÓ SUMA Depurativo, Furúnculos, Acne, Eczema e Afecções Mucosas.
COENTRO (GRÃO) O suco é um remédio formidável para febre, alergias, gases, indigestão, náuseas, vômitos, desordem da pele, etc.
COMINHO É bom para o tratamento da diarréia, disenteria, dores do abdômem, etc ...
CORONHA (OLHO DE BOI) Externo: Sementes Energéticas para Hipertensão.
CRAVO DA ÍNDIA Afrodisíaco moderado, estimula as atividades do estômago, promove a digestão, eficaz nos resfriados asmáticos, rejuvenecedor e purifica o sangue. O óleo é poderoso analgésico e alivia a dor de dente.
CURCUMÃ Fígado, Vias Urinárias, Icterícia e Bronquite.

D
DAMIANA Incontinência Urinária, Impotência, Tônica e Estimulante.
DENTE DE LEÃO Depurativo, Desintoxicante e Laxante Brando.
DOURADINHA Diurética, Depurativo, Afecções Cutâneas e Ácido Úrico.

E
ENDRO DILL Cólicas, Calmante Leve e aumenta o leite materno.
ERVA BALLEIRA Reumatismo, Artrite, Artrose e Dores Musculares.
ERVA DE BICHO Tratamento de Hemorróidas e Úlceras. Uso Interno e Externo.
ERVA DOCE Gases Intestinais, Cólicas e Estimulante.
ERVA PASSARINHO Moléstias Pulmonares. Externo: Eczemas e Sarna.
ERVA SANTA MARIA Vermífuga, Parasitas Intestinais e Laxativo.
ERVA SÃO JOÃO(MENTRASTO) Anti-Depressivo e Males da Menopausa.
ERVA TOSTÃO (PEGA PINTO) Afecções Urinárias, Fígado e Baço.
ESPINHEIRA SANTA Gastrite, Úlcera e Calmante das Paredes Estomacais.
ESTIGMA DE MILHO Hidratante dos Rins e Cólica Renal.
EUCALIPTO Desinfetante das Vias Respiratórias e Balsâmico.


F
FAVA DE SANTO INÁCIO (GENGIROBA) Icterícia, Hepatite e Purgante.
FEDEGOSO Laxante, Depurativo. Externo: Afecções da Pele.
FEIJÃO GUANDU Diabetes, Depurativa. Externo: Cicatrizante.
FENO GREGO Diabetes, Digestivo e Laxante Brando.
FUCUS VESICULOSOS Disfunção da Tireóide, Vesícula e Obesidade.
FUNCHO Gases, Digestivo e Laxante.



G
GARRA DO DIABO Reumatismo Sangüíneo, Esporão, Gota e Desintoxicante.
GENCIANA Fraqueza Orgânica, Anemia, Tônica e Estimulante de Apetite.
GERGELIM Rejuvenescedor, fortalece as articulações, é usado para solidificar as fezes nos casos de diarréia. As sementes pretas são boas para os dentes e ossos porque contêm maior quantidade de energia solar. O óleo também tem o mesmo efeito e é usado para enemas, massagens no corpo e também para frituras.
GERVÃO Tônico Estomacal, Fígado, Pâncreas e Depurativo.
GENGIBRE Asma, Bronquite, Ronquidão e Colesterol.
GINKO BILOBA Atua nos Radicais Livres e Oxigenaç ão Celebral.
GOIABEIRA Combate a Diarréia e Afecç ão da Garganta.
GRAVIOLA Diabetes, Colesterol e Emagrecimento.
GUACO Expectorante, Tosse, Bronquite e Resfriados.
GUARANÁ Estimulante Físico e Mental.
GUASSATONGA Gastrite, Úlcera, Depurativo e Cicatrizante.

H
HAMAMELIS Favorece a Circulação, Varizes, Trombose e Hemorróidas.
HORTELÃ Espasmos, Náuseas, Azia, Relaxante e Dispepsia Nervosa.
HA BU (SEMENTES) Diuréticas, Laxativas e Depurativas.
HISSOPÓ Afecções Respiratórias, Doenças Pulmonares e Expectorante.

I
IMBURANA (SEMENTES) Tônica, Gastrite, Tosse, Expectorante e Asma.
IPECACUANHA Disenteria, Catarros do Pulmão, Bexiga e Garganta.
IPÊ ROXO (PAU D’ARCO) Arteriosclerose, Fortifica o sangue e Úlceras.

J
JAMBO Enxaqueca, Prisão de Ventre e Diabetes.
JAMBOLÃO Eficaz no tratamento da Diabetes.
JAPECANGA Depurativo, Diurético, Sífilis e Reumatismo.
JASMIM (FOLHAS) Digestivo, Alcoolismo, Cardiotônico e Circulatório.
JASMIM (FLOR) Relaxante, Digestivo e Insônia.
JATOBÁ Balsâmico, Bronquite, Laringite e Orquite.
JARRINHA Nevralgias, Dores Musculares e Artificiais Estimulantes.
JEQUITIBÁ Externo: Gargarejos, Aftas, Angina e Amigdalites.
JOÃO DA COSTA Calores da Menopausa, Trata o Útero e Ovários.
JUÁ Saponáceo Natural, Anti-Caspa ( Uso Externo).
JUREMA PRETA Hepatoprotetor, Vesícula, Pâncreas, Baço e Intestinos.
JURUBEBA Hepatoprotetor, Vesícula, Pâncreas, Baço e Intestinos.


K
KUMELL Diuréticos, Cólicas e Estomacal.


L
LEVANTE Febres, Congestão Nasal e Expectorante.
LIMÃO BRAVO Friagem, Tosse, Bronquite e Resfriados.
LINHAÇA Laxante Brando, Gases e Intestinais.
LOBELIA Desinfetante das Vias Respiratórias e Tabagismo.
LOSNA Falta de Apetite, Diabetes, Fígado, Pâncreas e Bílis.
LOTUS Emoliente Catarral, Anti-Tossígeno, Renite e Laringite.
LOURO Amenorréia, Nevralgia, Cólicas Estomacais e Menstruais.
LÚPULO Anti-Depressivo, Calmante e Insônia Crônica.

M
MAÇÃ Digestivo, Relaxante e Debilidade Estomacal.
MACELA Anti-Diarréia, Fígado, Pâncreas, Colite e Vesícula.
MALVA BRANCA Gengivite, Garganta, Obcessos e Desinfetante.
MAMICA DE CADELA Dores de Dente e Ouvido. Externo: Vitiligo.
MANJERICÃO Anti-Inflamatório, Garganta, Tosse e Digestivo.
MARACUJÁ Calmante, Sedativo Leve, Insônia e Alcoolismo.
MARAPUAMA Tônico Nervino, Afrodisíaco e Impotência Sexual.
MARIA PRETA (ERVA MOURA) Externo: Escarlatina e Irritações da Pele.
MATE Tônico Celebral, Estimulante Digestivo e Diurético.
MELÃO DE SÃO CAETANO Regulariza o Fluxo Menstrual. Externo: Piolhos.
MELISSA (ERVA CIDREIRA) Cardiotônica, Calmante e Gastrite Crônica.
MENTRUZ (MASTRUÇO) Fortalecedor Pulmonar, gastrite e cicatrizante.
MENTA Digestivo, Espamos e Cálculos Biliares.
MIL HOMENS Afecções das Vias Urinárias, Prostatite e Diurético.
MOSTARDA Possui propriedades analgésicas, alivia a congestão e neutraliza as toxinas. O óleo é utilizado para massagens, alivia problemas musculares e é bom para a pele.
MULUNGU Sedativo, Insônia Crônica, Alcoolismo e Asma.
MUTUAMBA Afecções do Couro Cabeludo e Queda de Cabelo.


N
NOZ DE COLA Debilidade Física, Mental e Sexual, e Estimulante.
NOGUEIRA Útero, Bexiga e Inflamaç ões dos Ovários.
NOZ MOSCADA Estomacal, Cólicas, Arrotos, Soluços e Hipertensão.
NÓ DE CACHORRO Estimulante Geral e Afrodisíaco.

O
OLIVEIRA Regula Intestinos e Pressão Arterial.
ORÉGANO (SEMENTES) Para a tosse e também é usado para reduzir o efeito dos alimentos que provocam problemas gástricos.


P
PACOVA Vermífugo, trata Gastralgia e Estômago.
PALMA CRISTI Emoliente do Intestino e ajuda no Emagrecimento.
PANACÉIA Depurativo, Afecções da Pele, Sífilis e Diurético.
PARA TUDO Reconstituinte Digestivo e Evacuações Sanguinolentas.
PARIETERIA Cálculos Renais e Retenção Urinária.
PARIPAROBA Fígado, Vesícula, Baço, Gastralgia e Azia.
PARREIRA BRAVA Males do Fígado e Digestão, Reumatismo e Cólicas.
PAU D’ALHO Externo:Abcessos, Úlceras, Hemorróidas e Ferimentos.
PAU FERRO Diabetes, diminuindo o volume de urina e sede.
PAU PEREIRA Digestão Difícil, Estomacal e Prisão de Ventre.
PAU SANTO-GUAICO Forte Depurativo, Catarros Crônicos e Gota.
PAU TENENTE QUASSIA Hepatoprotetor, pxiuridos e Diabete.
PATA DE VACA Diabete, Depurativa e DiurÉtica.
PEDRA HUME KAA-(INSULINA VEGETAL) Eficaz no tratamento da diabete.
PEROBA Trata Epilepsia, Histeria, Asma e Coqueluche.
PFAFFIA PANIC (GING SENG) Energético, Colesterol e Diabete.
PICÃO Icterícia, Hepatite, Boca Amarga e Alergias. Uso Interno e Externo.
PIMENTA DE MACACO Digestiva e Afrodisíaca.
PIMENTA DO REINO Poderoso estimulante digestivo, destrói toxinas e ajuda a digestão. Também é usado para tratamentos de sinusite, resfriado, dores de cabeça, constipação, gases, perda de apetite, entre outras.
PITANGA Febre, Ácido Úrico, Diabete e Colesterol.
PIXURI Usados nos Parasitas e Derrames. Externo: Picada de Insetos.
POEJO Expectorante, Gripes, Resfriados, Tosse Crônica e Asma.
PULMONÁRIA Trata pneumonia, tuberculose e efizemapulmonar.
PULSATILA Corrige o Fluxo Menstrual e Cólica.


Q
QUEBRA PEDRA Cálculos Renais, Dores Lombares, Próstata e Cistite.
QUINA QUINA Tônico Amargo, hepatoprotetor, anti- diabete. Externo: Queda de cabelo.
QUIXABA Cisto de Ovários, Inflamações Uterinas e Corrimento.


R
ROSA BRANCA Inflamações Uterinas e Rins. Externo: Banhos.
ROSA RUBRA Externo: Trata Mucosas, Olhos e Úlceras.
ROSELLA (HIBISCUS) Anti-Febril, Digestivo e Relaxante.
RUBI Ácido Úrico, Reumatismo e Anti- Hemorrágico.
RUIBARBO Vermífugo, Laxativo e Adstringente.
ROMÃ(CASCA)Afecções na garganta, laringe e boca


S
SABUGUEIRO (FLOR) Febre, Resfriados, Catapora e Sarampo.
SACO SACO (ARARUAMA) Ovário e Útero. Externo: Corrimento.
SAIÃO Feridas, Úlceras, Frieiras, Queimaduras e Calos.
SALVIA Tônico Mental, eficaz Digestivo e nos Males da Menopausa.
SALSAPARRILHA Altamente Depurativo, Colesterol, Ácido Úrico e Acne.
SAMAMBAIA Dores Reumáticas, Artrite e Gripes Fortes.
SAPÊ Retenção Urinário e Fígado. Externo: Dentição de Neném.
SASSAFRAZ Depurativo, Dores Artríticas e Inchaços.
SENE (FOLHAS- FOLÍCULOS) Laxativo, Regulador Intestinal e Obesidade.
SETE SANGRIAS Depurativo, Hipotensor e colesterol.
STEVIA (ADOÇANTE NATURAL) Adoça 300 Vezes mais que açúcar. Para diabéticos (Comprovado)
SUCUPIRA (SEMENTES) Reumatismo Agudo, Osteoporose e Laringe.

T
TANCHAGEM Gargarejos, Gengivite e Purufica o Sangue.
TUYA (CABEÇA DE NEGRO) Psioríase, Erisipela. Uso Interno e Externo.
TILIA Anti-Depressivo, Espasmódico e Calmante.
TIRIRICA Diurética, Depurativa e Diabete.
TOMILHO Tônico Estomacal e Desinfetante das Vias Respiratórias.

U
UMBAUBA Diabete, Bronquite e Tosse.
UNHA DE GATO Depurativa, Febre Alta e Convalescência.
UNHA DE VACA Diurética, Diabete e Depurativa.
URTIGA Regula Menstruação. Externo:Irritações e Corrimentos.
URUCUM Anemia, Cardiotônica, Colesterol. Externo: Bronzeador Natural.
UVA URSI (URSINA) Areia de Rins e Bexiga, Ácido Úrico e Próstata.

V
VALERIANA Calmante, Insônia, Stress e Labirintite.
VELAME DO CAMPO Escrofulosa, Gânglios, Eczemas e Depurativa.
VERBASCO Bronquite, Catarros Crônicos, Artrite e Hemorróidas.
VERBANA Hepatoproterora, Enxaqueca, Digestiva e Relaxante.

Z
ZEDOARIA Gastralgias, Estomatites e Úlceras.
ZIMBRO Anti-Séptica das Vias Urinárias, Cálculos Renais e Febres.

Como Usar as Ervas...

Como Usar

As ervas podem ser empregadas para combater inúmeros problemas, mas há algumas indicações básicas para o seu bom uso. Em primeiro lugar, é preciso verificar se elas estão com mofo pois, como todos os seres vivos, elas são formadas principalmente de água, o que aumenta as chances de criarem mofo quando armazenadas. Neste caso, devem ser desprezadas. Por isso, deve-se evitar armazená-las em locais úmidos. Para conservar as ervas sem riscos, elas devem ser guardadas em recipientes de vidro, lata ou porcelana, nunca de plástico, separando-se as raízes, cascas e sementes das flores e folhas.A regra geral para a proporção de água e ervas é a seguinte: para cada litro de água, quatro colheres de sopa de erva fresca ou duas colheres de erva seca. Adultos devem tomar quatro a cinco xícaras de preparação por dia; jovens, de três a quatro; crianças de dois a dez anos, duas xícaras; de um a dois, de meia a uma xícara. Para gargarejos, inalações, compressas e usos externos em geral, o chá deve ser mais forte.
Os chás devem, de preferência, ser preparados em utensílios de barro, louça ou cobre. Veja, a seguir, os métodos mais usados na manipulação das ervas.
Infusão:
Colocar a planta em um recipiente e sobre ele despejar água em início de ebulição, abafar e deixar em repouso por no mínimo 10 minutos, e coar antes do uso. É importante abafar, principalmente quando se utilizam folhas e flores, para evitar que percam suas propriedades medicinais.
Decocção:
Colocar a erva em um recipiente esmaltado ou de vidro, com água fria e ferver por 10 a 15 minutos (dependendo do quão dura seja a parte utilizada). Deixe repousar por 10 minutos em um recipiente bem tampado, coando após este tempo. Este método é indicado para sementes, cascas de árvores e frutas que são consideradas duras.
Maceração:
Escolher a erva e lavar em água corrente as partes que serão utilizadas. Deixar a erva de molho em uma substância fria, que pode ser água, leite, vinho, etc, por um período mínimo de 12 horas, para que ela possa desprender seu princípio ativo no líquido. Nesse método, as vitaminas e sais minerais são melhor preservados.
Tintura:
A partir da maceração, é possível fazer tinturas de quase todas as ervas. A diferença está na preparação feita com álcool, ao invés de água. Deixa-se as partes vegetais frescas ou secas, grosseiramente trituradas, mergulhadas em álcool de cereais durante 15 a 20 dias. Após este período, filtrar e guardar em recipientes de vidro escuro, ao abrigo da luz.
Xarope:
Preparar o chá de plantas, abafado ou cozido, e espessar com açúcar ou mel, fervendo até atingir o ponto de fio. Deve ser preparado em pequena quantidade, guardado em frasco bem limpo e escuro e conservado em geladeira. Útil no tratamento de tosse e bronquite.
Inalação:
Derramar água fervente sobre a planta medicinal, num recipiente que permita à pessoa, com a cabeça coberta, aspirar o vapor desprendido.
Cataplasma:
Trata-se de envolver a parte lesada do corpo com um tipo de massa, feita de farinha e o chá da planta medicinal escolhida, geralmente quente. Para não machucar ou irritar ainda mais o ferimento, é aplicada sobre a pele entre dois panos finos.
Pomada:
Misturar partes iguais das tinturas da ervas medicinais desejadas, com vaselina e lanolina (nesta ordem). Pode durar de um a dois anos. É preciso, entretanto, tomar o cuidado de manipular este produto sempre com uma espátula, evitando o contato com as mãos, que podem carregar impurezas externas, que sem querer acabam por contaminar a pomada.
Loção:
Colocar uma xícara das de chá, contendo o infuso ou cozimento da erva escolhida, e adicionar 1/4 de álcool. O seu uso é recomendado em banhos e compressas locais para limpeza e tratamento de feridas, coceiras, afecções da pele e do couro cabeludo. Agitar sempre que for utilizar este produto.
Banhos:
Chás fortes para serem misturados à água do banho.
Suco:
Usar a planta fresca triturada com água no liquidificador, deixar descansar por 5 minutos e coar.
Os chás
podem ser tomados quentes, no caso de resfriados e bronquites; mornos para insônia e como calmantes; e frios ou gelados para problemas estomacais ou diarréias.
O efeito de um chá é maior quando ele é tomado em jejum ou antes do sono. Não deixe colheres dentro do líquido, nem reaproveite-o no dia seguinte: de um dia para o outro ele fermenta.

Quando Colher

Talos e Folhas = Antes da planta florescer
Flores = Quando começa a florada
Frutos e Sementes = Quando maduros
Raiz = Quando a planta já for adulta
Casca e Entre Casca = Quando a planta estiver florida

Aromaterpia...


Saudações!!!!!!!!


Algumas sugestões de uso da Aromaterapia..


Ahô!!!!



Crie o seu ambiente com as essências


Ambiente Balsâmico- para casos de sinusite, faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto, pinheiro, tomilho ou alecrim

Ambiente relaxante e sedativo- para casos de nervosismo ou insônia: alfazema ou laranjeira. Muito utilizado para as crianças muito inquietas, com dificuldade para dormir.
Ambiente anti-séptico- para prevenir os contágios em casos de gripe ou resfriados: tomilho, sálvia, eucalipto ou canela.
Ambiente para afugentar mosquitos e outros insetos- erva-cidreira ou cidrão, copíba e citronela
Ambiente antifumo: cidrão, gerânio silvestre, sassafrás ou alfazema.
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Fricções com essências


Fricção tonificante, que convém aplicar na parte da manhã, após uma ducha fria: alecrim, limão ou pinheiro.

Fricção relaxante, a ser aplicada à noite, depois de uma ducha ou banho quente: alfazema, manjericão, camomila ou laranja.
Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre, aplicada depois de cada refeição, para evitar gases e as digestões difíceis: alcarávia, manjerona ou alfazema.
Fricção respiratória sobre o peito e as costas, recomendada em caso de resfriados, bronquite, asma e tosse catarral: pinheiro, eucalipto, alfazema, alecrim ou cipreste.
Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas, para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim, zimbro, pinheiro ou manjerona.
Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso, em caso de varizes, pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão.


Algumas Plantas e Seus Usos...



COPAÍBA: Copaifera SPP
Copaíba é uma árvore que atinge cerca de 36 metros de altura, 140cm de diâmetro, ou roda de até 3 metros. É encontrada em todos os trópicos, mas com maior incidência no Brasil, onde tem ampla distribuição pela terra firme da Amazônia. Todas as variedades produzem uma resina, chamada óleo de copaíba, obtida por incisão no seu tronco. Por isso, a árvore é conhecida como "pau-de-óleo", "árvore milagrosa" e "árvore do óleo diesel".
O uso doméstico da copaíba é muito importante, principalmente para tratar de inflamações e ferimentos. Para essa finalidade não tem nenhum outro substituto. A copaíba é incrivelmente poderosa, um antibiótoco da mata, que já salvou muitas vidas de caboclos e índios gravemente feridos. Muitos dizem que "longe do hospital ou da farmácia, o óleo de copaíba serve até melhor que um médico".





USO



Óleo: Tem função medicinal como cicatrizante de feridas e úlceras. Também está sendo utilizado como anti-inflamatório contra bronquite, dor de garganta, dermatose e psoríase. Serve também para ilumiação.


Remédio para dor de garganta: Pingue 1 ou duas gotas de copaíba em 1 colher de sopa de mel de abelha. Tomar duas vezes por dia.


Casca: em algumas regiões, o chá da casca é usado como anti-inflamtório. Em Belém do Pará, a garrafada da casca está sendo utilizada como substituto do óleo da copaíba. Isto está acontecendo porque é cada vez mais difícil encontrar o óleo, porém, o chá da casca não é tão eficiente quanto o óleo puro.

PROCESSO DE RETIRADA DO ÓLEO



O processo de tirar óleo de copaíba varia entre as diferentes regiões e entre os extrativistas. No acre, dizem que o melhor período para colher o óleo da copaíba é na época das chuvas, enquanto no Pará os produtores costumam extrair o produto na estação seca (agosto-outubro). Usando um trado ou furador, perfure a árvore à altura de 60 a 70 centímetros do chão, até o centro do caule (20 a 50 cm de profundidade no tronco, conforme a grossura da árvore). Em seguida, coloque um pedaço de metal embaixo do buraco ou um cano para deixar o óleo escoar para uma vasilha no chão. Se o óleo não sair, pode utilizar fogo na base do tronco para aquecer a resina. Deixe o óleo escorrer por alguns dias. Ao final da colheita, tampe bem o buraco com uma varinha para não desperdiçar o produto e prevenir a infestação de insetos.
Segundo algumas crenças, não se deve olhar para a copa da copaibeira quando estiver tirando o óleo e nunca levar uma mulher grávida perto de uma árvore que se pretende furar, pois, o óleo pode não sair.

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Óleo de Andiroba




Remédio muito utilizado em algumas regiões do corpo para baques, inchaços, reumatismo e cicatrização e recuperação da pele.
Quando você tem um ferimento é bom passar óleo de andiroba no local. Além de sarar, este remédio evita que mosquitos, moscas e outros insetos pousem no ferimento.
Também pode ser usado como repelente contra moscas e mosquitos, além de diminuir as chances de inchaço em caso de picadas de insetos e morcegos vampiros.
Recentemente, foi descoberto que as velas feitas com o óleo de andiroba espantam o mosquito que transmite a dengue (Aedes aegytpi).
O óleo de andiroba pode ainda, ser empregado na fabricação de sabão e fornece um excelente combustível utilizado, no interior, para a iluminação.
Madeira: de excente qualidade, cor castanho-vermelha brilhante, não é atacada pelos insetos nem turus. É comparada ao mogno e possui elevada demanda de consumo nacional e exportação. É usada para cavaco e construção civil.
Casca: usada como chá contra febre e vermes. Transformada em pó, a casca trata feridas, servindo como cicatrizante para afecções da pele.

ANDIROBA: CARAPA GUIANENSES AUBLET
A andiroba é uma árvore de múltiplo uso, fornecendo um dos óleos medicinais mais utilizados na Amazônia, madeira de alta qualidade e casca medicinal. Possui médio a grande porte, com tronco reto que atinge 30 metros de altura e, frequentemente, apresenta raízes sapopemas. Seus ramos tendem a posição vertical, tendo folhas grandes, escuras e pendentes.



PROCESSO DE EXTRAÇÃO


Existem muitas maneiras de tirar o óleo da andiroba. Um processo que as pessoas usam no interior é chamado de "azeite de tábua", feito na sombra. O óleo que sai desse processo é chamado "óleo virgem", sendo bem limpo e considerado o melhor. Outro processo, conhecido como "azeite de sol", é mais rápido e menos desgastante. Ambos processam-se da seguinte forma: Ferva as sementes até amolecerem. Retire as sementes da água e deixe-as empilhadas no chão, cobertas por folhas verdes por quarenta dias. Depois disso, abra as sementes e remova a massa (usa-se colher de prego).
Para o Azeite de tábua: Amasse a massa, faça bolinhas, colocando-as no cocho feito de pedaço de metal, canoa velha ou pedaço de madeira inclinada para o chão. Coloque um fiozinho de algodão no fim da massa e uma vasilha no chão. Assim, o óleo que sai da massa cai certinho dentro da vasilha. Amasse todos os dias a massa. Depois de 4 a 6 dias, a massa ficará dura e seca. Para obter mais óleo dela é só colocá-la no sol e esperar para extrair o restante do óleo. Para o azeite de sol: Leve a massa para o sol durante dois dias virando-a de duas em duas horas, durante todo o dia. De tarde, leve a massa para casa e faça bolinhas. Coloque-as na tábua inclinada e deixe o óleo sair. No terceiro dia, esquente a massa no sol por três horas e leve-a para a tábua para retirar o restante do óleo (dois dias). Algumas pessoas aproveitam a massa seca que sobra para fazer sabão ou jogam no fogo para espantar os pernilongos e mosquitos.


O ÓLEO DE ANDIROBA E DERIVADOS


Quando você tem um ferimento é bom passar óleo de andiroba no local. Além de sarar, este remédio evita que mosquitos, moscas e outros insetos pousem no ferimento.


RECEITA PARA O SABÃO DE ANDIROBA


Coloque um litro de óleo de andiroba numa lata para ferver com 4kg de *sebo de gado* derretido. Deixe ferver por 30 minutos e depois acrescente 250g de breu (ou, se você tiver, silicato ou sodda cáustica). Se quiser sabão cheiroso, coloque oriza ou catinga de mulata. Ferva até atingir o ponto. Deixe esfriar. ponha numa forma. Quando ficar sólido, corte em pedaços e guarde. No interior costuma-se acrescentar à andiroba e sebo a cinza da casca da fruta do cacau misturada com água. Este sabão é utilizado na lavagem de roupa, na limpeza de pele, contra coceiras, impingens e pano branco. Para fazer a cinza do cacau, deve-se queimar a casca seca da fruta. A cinza fica fina e branca (que é muito ácida e forte), deve ser guardade em uma vasilha e local seco.




Castanha-do-pará: Bertholletia excelsia H.B.K.

USO

Castanha: Leite, Farinha, Sorvete, Doces.

Ouriço: Artesanato, remédio, carvão.

Madeira: Historicamente muito utilizada para estacas e construção, mas hoje é ilegal derrubar castanheiras.

RECEITAS

Hepatite e Azia: em algumas regiões, o chá do ouriço é considerado um ótimo remédio para hepatite, anemia e problemas intestinais. Limpe o ouriço, coloque água e deixe-o descansar por 2 a 3 horas, ou até que a água fique na cor de sangue. Tome diariamente.


Cabelos Bonitos


Misturar uma colher de óleo de castanha com uma colher de mel de abelha e uma gema de ovo. Bater e aplicar nos cabelos já lavados.


NUTRIÇÃO
A castanha, rica em proteína e calorias, é considerada por muitos como uma carne vegetal. Possui 12 a 17% de proteínas nas castanhas e 46% de proteínas na farinha sem gordura, enquanto a carne de gado tem 26 a 31% de proteína. A castanha tem mais ou menos a metade da proteína de um bife e duas vezes mais calorias.
Sua proteína é quase equivalente a do leite da vaca, contendo aminoácidos completos. Quando ralada e misturada com água, obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca. A castanha-do-pará também tem minerais como o fósforo, potássio e vitamina B. Em adição, 100g de castanha contém 61g de gordura; 2,8mg de ferro; 180 mg de cálcio e 4,2mg de zinco.

Substâncias Ativas das Ervas Medicinais...

Substâncias ativas das ervas medicinais
Após a série de transformações tecnológicas que faz da planta medicinal uma droga vegetal, esta contém um certo número de substâncias que, na maior parte dos casos, agem sobre o organismo humano. É a fitoquímica (química dos vegetais), que se encarrega de estudar estas substâncias ativas, a sua estrutura, a sua distribuição na planta, as suas modificações e os processos de transformação que se produzem no decurso da vida da planta, durante a preparação do remédio vegetal e no período de armazenagem. A fitoquímica está em estreita ligação com a farmacologia (estudos dos efeitos das substâncias medicinais sobre o organismo humano, do mecanismo e da velocidade da sua ação, do processo de absorção e eliminação, das suas indicações, isto é, do uso contra determinadas doenças). A farmacologia, por seu lado, é indissociável da medicina clínica.
As substâncias ativas das plantas medicinais são de dois tipos: os produtos do metabolismo primário (essencialmente sacarídeos), substâncias indispensáveis à vida da planta que se formam em todas as plantas verdes graças à fotossíntese; o segundo tipo de substâncias é composto pelos produtos do metabolismo secundário, ou seja, processos que resultam essencialmente da assimilação do azoto. Estes produtos parecem freqüentemente ser inúteis a planta, mas os seus efeitos terapêuticos, em contrapartida, são notáveis. Trata-se designadamente de óleos essenciais (ou essências naturais), resinas, alcalóides como os da cravagem ou do ópio.
Geralmente, estas substâncias não se encontram na planta em estado puro, mas sob a forma de complexos, cujos diferentes componentes se completam e reforçam na sua ação sobre o organismo. No entanto, mesmo quando a planta medicinal só contém uma substância ativa, esta tem sobre o organismo humano um efeito mais benéfico que o produzido pela mesma substância obtida por síntese química.
Esta propriedade apresenta um grande interesse para a fitoterapia, tratamento através das plantas ou das substâncias de origem vegetal. A substância ativa não e unicamente um composto químico, mas apresenta também um equilíbrio fisiológico, é mais bem assimilada pelo organismo e não provoca efeitos nocivos. É nisso que reside a grande vantagem da medicina natural.
Pode citar-se como exemplo o ópio, látex seco das cápsulas da dormideira, contendo, entre muitas substâncias, um grande número de alcalóides importantes. Cada alcalóide isolado tem uma ação totalmente diferente do ópio no seu conjunto e provoca, no organismo humano, efeitos específicos, típicos e originais (efeitos farmacológicos). O mesmo se passa com os glucosídeos da digital.
Toda uma série de métodos modernos permitem por em evidência a presença nos vegetais de determinadas substâncias. Em primeiro lugar, o estudo microscópico, relativo à estrutura anatômica e morfológica do corpo vegetal (atlas microscópicos das drogas vegetais), depois os métodos físicos, como a microsublimação, que consiste em aquecer uma pequena quantidade de droga e fixar sobre um vidro as emanações, que são em seguida analisadas através de métodos químicos. Certas substâncias podem ser detectadas pela sua fluorescência quando iluminadas por uma lâmpada de mercúrio.
As técnicas especiais da química qualitativa e quantitativa permitem também despistar a presença de determinada substância. Estes métodos são descritos em artigos especializados, obedecem a normas estabelecidas a nível nacional e às exigências relativas a qualidade das plantas medicinais.
A natureza química da droga é determinada pelo seu teor em substâncias pertencentes aos seguintes grupos principais: alcalóides, glucosídeos, saponinas, princípios amargos, taninos, substâncias aromáticas, óleos essenciais e terpenos, óleos gordos, glucoquininas, mucilagens vegetais, hormonas e anti-sépticos vegetais.


Alcalóides
Os alcalóides são compostos azotados complexos, de natureza básica, capazes de produzir geralmente poderosos efeitos fisiológicos. São, na maior parte dos casos, venenos vegetais muito ativos, dotados de uma ação específica.
A medicina emprega-os normalmente em estado puro e o seu verdadeiro valor apenas se releva quando usados adequadamente pelo médico. Segundo a sua composição química e, sobretudo, a sua estrutura molecular, os alcalóides podem ser divididos em vários grupos. Encontraremos na parte descritiva vegetais contendo:
Fenilalaninas: capsicina da pimenta, colquicina do cólquico;Alcalóides isoquinoleicos: morfina, etilmorfina, codeína e papaverina contidas no ópio da dormideira; e alcalóides indólicos: ergometrina, ergotamina, ergotoxina da cravagem dos cereais;Alcalóides quinoleicos: caule folhoso da arruda comum;Alcalóides piridínicos e piperidínicos: ricinina do rícino, trigonelina do feno-grego, conina (veneno violento) da cicuta;Alcalóides derivados do tropano: escopolamina e atropina da beladona;Alcalóides esteróides: raiz do veratro, doce-amarga, aconito (aconitina).

Glucosídeos
Os glucosídeos são produtos do metabolismo secundário das plantas. Compõem-se de duas partes. Uma contém açúcar, por exemplo a glucose, e é geralmente inativa, embora favoreça a solubilidade do glucosídeo, a sua absorção e mesmo o seu transporte para determinado órgão. O efeito terapêutico é determinado pela segunda parte, a mais ativa, designada aglícono. Segundo a composição química, distinguem-se vários grupos de glucosídeos:
Tioglucosídeos: contêm enxofre organicamente ligado e são característicos, por exemplo, da família das brassicáceas. Nestas plantas são acompanhados de uma enzima, a mirosinase, cuja ação os decompõe em glucose e em isotiocianatos (rábano silvestre, grãos de mostarda branca ou mostarda preta, sementes de capuchinha).Glucosídeos derivados do ácido cianídrico, formados por um composto cianídrico ligado a um açúcar. A ação enzimática decompõe-nos (muitas vezes na saliva humana) em ácido cianídrico livre, que é um veneno (amêndoas amargas, flor de sabugueiro e de abrunheiro-bravo, folhas de cerejeira e de gingeira garrafal).Glucosídeos antraquinônicos, que são geralmente pigmentos cristalinos bastante lábeis. Têm uma ação laxativa 6 a 8 horas após a sua absorção (rizoma do ruibarbo, casca do amieiro).Cardioglucosídeos (glucosídeos da digital), substâncias muito importantes que regulam a atividade cardíaca em doses infinitesimais. Conforme a sua estrutura química, são divididos em cardenólidos (digitais, adonis, junquilho) e em bufadienóis (raiz de heléboro).Glucosídeos fenólicos, que pertencem a um grupo de substâncias com efeitos e freqüentemente também um aroma muito característico. São por isso classificadas entre as substâncias aromáticas (derivados salicílicos da casca de salgueiro, da ulmária e dos brotos do choupo; arbutina e metilarbutina das folhas de medronheiro, de airela, de urze).


Saponinas
As saponinas são muito comuns nas plantas medicinais. Do ponto de vista químico, caracterizam-se igualmente por um radical glucídico (glucose, galactose) ligado a um radical aglícono. A sua propriedade física principal é reduzir fortemente a tensão superficial da água. Todas as saponinas são fortemente espumosas e constituem excelentes emulsionantes. Têm uma outra propriedade característica: proporcionam a hemólise dos glóbulos vermelhos (eritrócitos), isto é, libertam a sua hemoglobina, o que explica o efeito tóxico de algumas delas, tornando-as impróprias para consumo.
As saponinas irritam as mucosas, provocam um relaxamento intestinal, aumentam as secreções mucosas dos brônquios (são expectorantes): flor de verbasco, raiz de alcaçuz e de saponária. São também usadas como diuréticos e desinfetantes das vias urinárias (caule folhoso da herniária, folha de bétula, raiz de resta-boi). A célebre raiz de ginseng (Panax ginseng), originária da China, da Coréia e das regiões extremo-orientais da União Soviética, é igualmente rica em saponinas.


Princípios amargos
Estas substâncias apresentam um gosto amargo, excitam as células gustativas, estimulam o apetite e aumentam a secreção dos sucos gástricos. A farmacologia agrupa, sob o nome de princípios amargos, as substâncias vegetais terpênicas susceptíveis de libertar azuleno, assim como glucosídeos de diversas estruturas bioquímicas. O primeiro grupo engloba, por exemplo, os sucos amargos do absinto e do cardo-santo. O segundo grupo é o mais comum: reúne os sucos das gencianáceas (genciana, trifólio), da centáurea, etc.


Taninos
Estas substâncias de composição química variável apresentam uma característica comum: a capacidade de coagular as albuminas, os metais pesados e os alcalóides. São hidrossolúveis. O seu interesse medicinal reside essencialmente na sua natureza adstringente: possuem a propriedade de coagular as albuminas das mucosas e dos tecidos, criando assim uma camada de coagulação isoladora e protetora, cujo efeito é reduzir a irritabilidade e a dor, deter os pequenos derrames de sangue.
As decocções e as outras preparações à base de drogas ricas em taninos são usadas, na maior parte dos casos, externamente contra as inflamações da cavidade bucal, os catarros, a bronquite, as hemorragias locais, as queimaduras e as frieiras, as feridas, as inflamações dérmicas, as hemorróidas e a transpiração excessiva.
No uso interno, são úteis em caso de catarro intestinal, diarréia, afecções da vesícula, assim como antídoto nos envenenamentos por alcalóides vegetais.
O ácido tânico, tirado das galhas do carvalho, é freqüentemente usado em farmácia. Emprega-se igualmente a casca de carvalho (carvalho de Inverno ou carvalho de Verão), as folhas de nogueira, as folhas e os frutos de mirtilo, as folhas de framboeseiro, de espinheiro, as cimeiras de agrimônia, a raiz da sete-em-rama, a raiz de bistorta, de pimpinela, etc.


As substâncias aromáticas
Fazem parte deste grupo um certo número de substâncias, freqüentes nas drogas vegetais, de composição e ação por vezes muito variáveis. Podem estar associadas na planta a outras substâncias ativas. É neste grupo que encontramos, nomeadamente, os glucosídeos fenólicos de que já falamos, ou os derivados do fenilpropano, como as cumarinas de perfume característico. Os caules folhosos do meliloto, da aspérula odorífera, são ricos em cumarina.
As hidroxicumarinas apresentam igualmente interesse farmacêutico. A esculina, contida na casca do castanheiro-da-índia, tem os mesmos efeitos que a vitamina P, aumenta a resistência dos vasos sanguíneos e por isso é útil no tratamento das hemorróidas e das varizes (com a rutina). Além disso, absorve os raios ultravioletas (filtros solares, cremes protetores). A casca da brionia (Cortex viburni) contém igualmente hidroxicumarinas. A angélica oficinal contém furocumarinas.
Um segundo grupo de substâncias aromáticas é constituído pelos produtos de condensação das moléculas de ácido acético ativado (acetogeninas). É a este grupo que pertencem os flavonóides, substâncias fenólicas, entre as quais a mais importante, do ponto de vista terapêutico, é a rutina, que exerce, como a esculina, uma ação favorável sobre as paredes dos capilares. A rutina é extraída da arruda, mas também do trigo mourisco e da sófora.
As folhas e flores do espinheiro alvar, assim como as bagas do mesmo arbusto, contêm flavonóides freqüentemente usados.
Uma outra droga importante, tanto para a medicina popular como para a medicina oficial, e contendo, a par das substâncias flavonóides, uma série de outros produtos, é a flor ou a baga do sabugueiro negro.
A flor da tília é um outro remédio muito apreciado. Citemos também o caule folhoso da milfurada, a perpétua-das-areias, a antenária. O cardo-leiteiro, rico em substâncias importantes do grupo das flavolignanes, eficazes contra as doenças do fígado e as hepatites, é objeto de estudos particularmente atentos desde há algum tempo. As substâncias ativas do cânhamo, as naftoquinonas das folhas de nogueira, os compostos contidos na drosera pertencem igualmente ao grupo das plantas aromáticas.


Os óleos essenciais (essências naturais) e os terpenos
Os óleos essenciais são líquidos voláteis, refringentes, de odor característico. Formam-se num grande número de plantas como subprodutos do metabolismo secundário.
Os vegetais são mais ricos em essências quando o tempo é estável, quente, soalheiro: será então a melhor altura para colhê-los. Estes óleos acumulam-se em certos tecidos no seio das células ou de reservatórios de essência, sob a epiderme dos pêlos, das glândulas ou nos espaços intracelulares. O controle microscópico da qualidade dos óleos essenciais revela-nos que essas células estão dispostas em formações características.
Os óleos essenciais são extraídos de plantas frescas ou secas mediante destilação por vapor de água, extração pura e simples ou outras técnicas (por pressão, por absorção de gorduras em perfumaria, etc.)
Do ponto de vista químico, trata-se de misturas extremamente complexas. A medicina recorre freqüentemente a substâncias extraídas dos óleos essenciais (mentol, cânfora).
O uso farmacêutico dos óleos essenciais fundamenta-se nas suas propriedades fisiológicas: o perfume e o gosto (corrigentia); o efeito irritante sobre a pele e as mucosas (derivantia); as propriedades desinfetantes e a ação bactericida. A essência de anis, de funcho, etc. (Oleum anisi, Oleum foeniculi) são muitas vezes usadas como expectorantes, pois são eliminadas pelos pulmões e desinfetam assim diretamente as vias respiratórias, libertando as mucosidades. São usadas também em gargarejos, inalações e gotas nasais. A sua absorção facilita os processos digestivos; atuam como estomacais, colagogos e carminativos. A maior parte das plantas com essências são usadas como aromatizantes (chicória, funcho, anis, manjerona, tomilho, serpão, orégão).
O efeito de irritar a pele é aproveitado através de aplicações externas anti-reumatismais. Os linimentos contêm quer substâncias extraídas dos óleos essenciais (mentol, cânfora), quer essências de menta, de alecrim, de lavanda e de terebentina, verificando-se, na maior parte dos casos, uma mistura de todos estes produtos.
As essências naturais devem ser conservadas, bem como as plantas que as contêm, em recipientes bem fechados ao abrigo da luz. As essências oxidam-se rapidamente à luz e ao ar, polimerizam-se, transformam-se em resinas e perdem o odor e a ação que as caracterizam.
Entre as numerosas essências naturais que entram na composição de muitos remédios naturais, citamos pelo menos a essência de anis (Oleum anisi), de funcho (Oleum foeniculi), de lavanda (Oleum lavandulae), de hortelã-pimenta (Oleum menthae piperitae) e o mentol que esta fornece, de tomilho e o respectivo timol, assim como o seu carvacrol, que é um excelente desinfetante.
Os óleos essenciais compõem-se sobretudo de terpenos, produtos voláteis freqüentemente misturados com outras substâncias. A tanchagem contém uma elevada percentagem de terpeno.


Os óleos gordos
São óleos vegetais líquidos à temperatura ambiente. O frio torna-os turvos e os faz coagular, são insolúveis na água, mas solúveis em solventes orgânicos (clorofórmio, acetona, por exemplo). Entre os óleos não sicativos, pode citar-se o azeite e o óleo de amêndoas, entre os semi-sicativos, o óleo de amendoim, de girassol e de colza. O óleo de linho e de papola são sicativos. O óleo de rícino é fortemente laxante. Os óleos gordos são correntemente utilizados tanto no fabrico de remédios como para fins alimentares e industriais.


As glucoquininas (insulinas vegetais)
São substâncias que têm influência sobre a glicemia; são também chamadas fito-insulinas. Existem nos vegetais seguintes: vagem de feijão sem sementes (Fructus phaseoli sine semine), cimeiras de galega (Herba galegae), folhas de mirtilo. Estas plantas secas entram na composição de tisanas antidiabéticas usadas no tratamento complementar do diabético.


As mucilagens vegetais
São misturas amorfas de polissacarídeos que formam na presença de água sistemas coloidais fortemente viscosos. Com água fria, as mucilagens engrossam e formam gels, com água quente dissolvem-se e formam soluções coloidais que se gelificam de novo ao arrefecer. Nas plantas, estas substâncias servem de reservatórios, sobretudo pela sua capacidade de reter a água. Nas infusões e decocções, as mucilagens das plantas medicinais têm como efeito reduzir a irritação quer física quer química. Exercem assim uma ação favorável contra as inflamações das mucosas, especialmente as das vias respiratórias e digestivas, atenuam as dores das contusões, amaciam a pele quando são aplicados cataplasmas. Reduzem o peristaltismo intestinal, e o seu efeito de absorção age favoravelmente em casos de diarréia. São usadas abundantemente como emulsionantes (carraguinatos, extraídos das algas marinhas).
As plantas mucilaginosas são usadas quer isoladamente quer em misturas de infusões. Citemos, por exemplo, a folha e a raiz da altéia, a flor da malva e a folha da mesma planta, a flor da malva-rosa, a folha e a flor da tussilagem, a semente do feno-grego, a semente do linho, etc.
As pectinas pertencem igualmente a este grupo: trata-se, com efeito, de polissacarídeos que formam gels como as mucilagens. As pectinas existem em numerosos frutos e são particularmente abundantes nos sumos de frutas e legumes: sumo de maçã, de beterraba, de cenoura. As pectinas são usadas nas curas de frutos e no tratamento das diarréias.


As hormonas vegetais (fito-hormonas)
São substâncias de composição química muito complexa, geralmente biocatalisadores que atuam sobre o crescimento e as trocas metabólicas (biostimulantes). Existem, por exemplo, no lúpulo, no anis, na salvia, na sorveira, na altéia, na bolsa-de-pastor, na aveia e na cenoura.


Os anti-sépticos vegetais
São substâncias antibióticas produzidas pelos vegetais superiores, exercendo uma ação antimicrobiana de largo espectro, na maior parte dos casos instáveis e voláteis. Atuam mesmo em aerossol, por via respiratória. Existem no alho, na cebola, na mostarda, no rábano silvestre, no sabugueiro, no zimbro, no pinheiro, na tanchagem, etc. Continuam a ser estudadas nos nossos dias.

Fonte: Site Herbário